História: A prática do aborto era amplamente aceita em várias sociedades antigas: orientais, hebreus (pré lei mosaica) e romana. Sua condenação veio especialmente a partir do cristianismo, quando o imperador romano Septímio Severo afirmava que o aborto lesava o direito do marido à prole.
A luta pela legalização do aborto está historicamente associada ao combate em torno das liberdades democráticas, reivindicação incorporada há mais de um século à tradição do movimento operário e trabalhador.
Até hoje, setores opressores da sociedade se posicionam contrariamente ao aborto com o fim de “manterem as mulheres como pessoas de segunda categoria”.
Razões para Lutar pela Legalização
A legalização do aborto não se trata de incentivar a prática do aborto ou mesmo de aprová-la em qualquer caso, afinal, aborto não é, nem nunca deve ser um método contraceptivo.
Não é por acaso que nos últimos anos a campanha contra o aborto tenha ganhado força. Em países onde a prática já foi legalizada, como nos EUA, a mortalidade materna caiu mais de 10 vezes (e o governo Bush procura retorna à criminalização).
Dentre os principais argumentos contrários à legalização do aborto está o de que abortar é sacrificar a vida de um ser humano. Contudo as evidências científicas mais recentes demonstram que o desenvolvimento da vida fetal é um processo gradual, sem qualquer divisão moral significante. A estrutura cerebral só se completa após a 12ª semana, enquanto que na 20ª semana a probabilidade de vida extra-uterina é de no máximo 10%.
No Brasil, o aborto só é considerado legal quando a gravidez coloca em risco a vida da mãe ou quando é resultante de estupro. Todas as demais situações são consideradas como crime, cujo enquadramento no código penal pode resultar em

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