
Todas as manhãs, enquanto eu acordo, processo que leva alguns minutos, ligo a TV para ver o noticiário. Assisto parte do Bom Dia São Paulo e do Bom Dia Brasil. E desperto mesmo. Levanto-me sempre aturdida com as manipulações que vejo na mídia brasileira.
Ontem o Bom Dia Brasil criticou o governo por estar contratando funcionários, criando concursos públicos e disse que o país está "na contra-mão da crise":
"Em meio à crise financeira, as empresas privadas estão demitindo, cortando gastos. Já o governo faz o contrário."
Eles queriam que o governo demitisse e cortasse investimentos também?! Ora, a falta de emprego não é um dos principais problemas que a crise tem nos trazido? Por mim, que Lula faça como Hugo Chaves: se a empresa ameaçar fechar, estatize-a, garanta os empregos, os salários, os direitos.
Engraçado é que no mesmo dia, o mesmo jornal, mostrou a carência de médicos nos hospitais de Belo Horizonte e de dentistas no nordeste. Será que não é falta de investimento público nestes setores? Será que existem cursos de odontologia em Universidades Públicas no nordeste do país? Será que a qualidade de ensino é boa a fim de preparar os alunos para o ensino superior?
"O governo oferece salário e estabilidade. (...) É o patrão dos sonhos de muito trabalhador." Não é irritante? O que eles querem agora, que o serviço público não tenham mais estabilidade? Que todos os empregos tenham estabilidade, ora essa!
Na edição de hoje do mesmo telejornal, criticou novamente o governo, dessa vez porque cortou gastos: 37 bilhões do orçamento público! Estou de acordo quando dizem que o governo errou: "Reduziu a verba para ciência e tecnologia, setor onde o mundo hoje tem aumentado o investimento, exatamente como uma das armas para sair da crise, com inovação. Cortou 79% o orçamento do ministério do Meio Ambiente que já vive com pouco."
Agora vamos pensar. Vamos fazer umas contas: em 2007, o PIB foi de 2,6 trilhões. Vamos tomar esse valor como referência, já que não encontramos ainda disponível o valor do PIB de 2008. O governo faz 4,6% do PIB de superávit primário, que em português honesto, quer dizer pagamento de juros da dívida externa, cerca de 119,6 bilhões de reais. Os 37 bilhões que o governo cortou do orçamento para o povo, representam apenas 31% do superávit primário.
Isto significa que se o governo tirasse menos de 1/3 do valor que paga aos banqueiros para investir em pesquisa, meio ambiente, educação... no Brasil, não precisaria cortar um só centavo do nosso orçamento. Podia mesmo, zerar o superávit. Pagar essa dívida maldita enquanto milhares de brasileiros não tem saneamento básico é uma prática nojenta, cruel, infame.
Mas isto a mídia não diz. Afinal, a mídia tem um lado, o lado de lá, o lado das grandes empresas, dos banqueiros, dos burgueses... O lado dos vermes que insistem em sustentar um sistema apodrecido chamado capitalismo, com o fim de continuar se alimentando de suas entranhas.
Ontem o Bom Dia Brasil criticou o governo por estar contratando funcionários, criando concursos públicos e disse que o país está "na contra-mão da crise":
"Em meio à crise financeira, as empresas privadas estão demitindo, cortando gastos. Já o governo faz o contrário."
Eles queriam que o governo demitisse e cortasse investimentos também?! Ora, a falta de emprego não é um dos principais problemas que a crise tem nos trazido? Por mim, que Lula faça como Hugo Chaves: se a empresa ameaçar fechar, estatize-a, garanta os empregos, os salários, os direitos.
Engraçado é que no mesmo dia, o mesmo jornal, mostrou a carência de médicos nos hospitais de Belo Horizonte e de dentistas no nordeste. Será que não é falta de investimento público nestes setores? Será que existem cursos de odontologia em Universidades Públicas no nordeste do país? Será que a qualidade de ensino é boa a fim de preparar os alunos para o ensino superior?
"O governo oferece salário e estabilidade. (...) É o patrão dos sonhos de muito trabalhador." Não é irritante? O que eles querem agora, que o serviço público não tenham mais estabilidade? Que todos os empregos tenham estabilidade, ora essa!
Na edição de hoje do mesmo telejornal, criticou novamente o governo, dessa vez porque cortou gastos: 37 bilhões do orçamento público! Estou de acordo quando dizem que o governo errou: "Reduziu a verba para ciência e tecnologia, setor onde o mundo hoje tem aumentado o investimento, exatamente como uma das armas para sair da crise, com inovação. Cortou 79% o orçamento do ministério do Meio Ambiente que já vive com pouco."
Agora vamos pensar. Vamos fazer umas contas: em 2007, o PIB foi de 2,6 trilhões. Vamos tomar esse valor como referência, já que não encontramos ainda disponível o valor do PIB de 2008. O governo faz 4,6% do PIB de superávit primário, que em português honesto, quer dizer pagamento de juros da dívida externa, cerca de 119,6 bilhões de reais. Os 37 bilhões que o governo cortou do orçamento para o povo, representam apenas 31% do superávit primário.
Isto significa que se o governo tirasse menos de 1/3 do valor que paga aos banqueiros para investir em pesquisa, meio ambiente, educação... no Brasil, não precisaria cortar um só centavo do nosso orçamento. Podia mesmo, zerar o superávit. Pagar essa dívida maldita enquanto milhares de brasileiros não tem saneamento básico é uma prática nojenta, cruel, infame.
Mas isto a mídia não diz. Afinal, a mídia tem um lado, o lado de lá, o lado das grandes empresas, dos banqueiros, dos burgueses... O lado dos vermes que insistem em sustentar um sistema apodrecido chamado capitalismo, com o fim de continuar se alimentando de suas entranhas.

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